escritos da figueirinha

Escritos pessoais, tendo como referência locais geográficos definidos: como a Figueirinha, no concelho de Oeiras, local de residência. Mas talvez outros, do mesmo concelho ou não. Do País ou do estrangeiro.

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Location: Oeiras, Lisboa, Portugal

Monday, January 07, 2008

Vinhos da Região de Lafões

Na sequência do anterior "post" e depois de algumas provas (de vinho) e trocas de impressões com os meus amigos sobre alguns dos néctares em referência, aproveito para adicionar aqui mais algumas informações que poderão ser úteis aos eventuais interessados, as quais não sendo exaustivas espero que sejam úteis.

Pois o chamado "Vinho de Lafões" é um VQPRD, isto quer dizer que é um "Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada", segundo a "(n)omenclatura comunitária adoptada também no nosso país, após a adesão à União Europeia; (e)sta designação engloba todos os vinhos classificados como DOC e IPR", conforme se pode ler no site do ABCdosvinhos .

Pelo que pude verificar até ao momento creio que a principal referência na produção e distribuição de Vinho de Lafões talvez seja a "Adega Cooperativa de Lafões", cujo endereço e contactos indico abaixo:

Adega Cooperativa de Lafões
Várzea, S. Pedro do Sul
3660-694 Várzea SPS
Tel: 232 711 310
Fax: 232 711 310
Email: aclafoes@clix.pt

Há no entanto outros produtores na Região de Lafões que procuram e estão já a conseguir, penso eu, obter bons níveis de qualidade e também de apresentação. Naturalmente que o marketing e a distribuição serão um factor crítico e creio que ainda longe de estar convenientemente conseguido. Porém aparecem casos exemplares. É verdade que o meu conhecimento é limitado mas não quero deixar de sublinhar aqui uma outra abordagem muito interessante, que procura fazer a ligação entre a tradição histórica, a afirmação da marca e a promoção do agro-turismo, as características próprias do vinho da região e o desenvolvimento de métodos de cultura biológica na base da sua produção.

É o caso da "Quinta da Comenda", com o simbolo da Cruz de Malta na marca, ligando-se profundamente à história , à cultura biológica e ao agro-turismo.

Com os votos de boas leituras e de que "beba com moderação" e "se conduzir não beba", deixo estas notas aos meus amigos e eventuais leitores.

Tó Zé

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Friday, October 26, 2007

Gastronomia e Vinhos da Região de Lafões

Bom dia,

Hoje aproveito este meio para enviar um breve "telegrama" sobre o assunto em título, que depois redireccionarei a alguns amigos pessoais, e no entretanto deixo o mesmo aberto à consulta de eventuais leitores e potenciais interessados.

Por uma questão de limitação de tempo disponível neste instante, ou "preguiça" (dirão outros), irei socorrer-me de um texto que passo a citar com a devida vénia, mas onde está o essencial do que gostaria de vos transmitir neste momento:

"Na Região de Lafões, come-se divinamente. A Vitela Assada é o prato mais famoso, dada a qualidade da carne e a mestria dos temperos. Mas o Cabrito à Lafões, os Rojões à moda de S. Pedro, o Bacalhau com Broa e a Sopa de feijão com couve à Lafonense são pratos muito apreciados.
Os enchidos recomendam-se e … quanto a doces, a variedade é tanta que o difícil é mesmo escolher. Mesmo assim, vale a pena provar o delicioso Pão de Ló de Sul, o Folar da zona, os Caladinhos e os Vouguinhas.
(...)". Ainda no mesmo texto, e em relação ao Vinho de Lafões ( zona de Oliveira de Frades, São Pedro do Sul e Vouzela), também se encontra a seguinte descrição : "A área geográfica correspondente à Indicação de Proveniência Regulamentada “Lafões” situa-se ao longo do Vale do Vouga, abrangendo os concelhos de Oliveira de Frades, São Pedro do Sul e Vouzela. Os brancos são pouco alcoólicos, frutados, ricos em acidez málica, com características próximas dos Vinhos Verdes. Os tintos são vinhos com elevada acidez fixa e com largo poder de envelhecimento."

Nota: o texto supra citado foi transcrito do site da C.M. S. Pedro do Sul, à data desta publicação, estando sujeito a alterações a que sou alheio e a que poderá aceder aqui .

Ainda sobre o mesmo tema poderá consultar informação do Turismo Dão Lafões aqui .





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Friday, August 24, 2007

Reinício: Pessimismo, tristeza e alegria na escrita

Depois de algum tempo sem por aqui deixar rasto ou referência, aproveito para apoiar o que noutros lados escrevi, e ajudar os meus amigos mais atentos a integrar temas, e para os restantes, ou eventuais, leitores que tenham um interesse autónomo de tudo o resto, deixar algumas ideias.
Reinício: todos os dias reiniciamos algo, quanto mais não seja as rotinas do acordar e levantar, ou retomar o ciclo de vida, enfim, nas condições que cada um tem.
Também nestes espaços dos blogs tenho marcado por vezes, com a palavra Início, e agora Reinício, momentos especiais no respectivo ciclo de vida, que de uma forma ou de outra acaba por estar associado à minha, na qualidade de seu autor.
Embora não sendo muito frequentes as visitas aos mesmos, e não tenha nenhum contador dos acessos, e sejam poucos os comentários neles registados, os quais muito aprecio e agradeço, tenho também recebido os comentários pessoais daquelas pessoas que me conhecem, ou preferem enviá-los para o endereço de e-mail.
Pessimismo: A propósito de um post que coloquei no dia 31 de Dezembro algures, intitulado Na metade , e que prenunciava uma situação de ruptura que eu não desejava pessoalmente mas que se me afigurava inevitável, e que se veio a concretizar na manhã do dia seguinte, 1 de Janeiro do corrente ano, e que por sua vez tinha um link para um poema de Fernando Pessoa ( Tudo o que faço ou medito ) , foi-me dito por um amigo, desconhecedor da situação, que tinha achado aquela nota muito pessimista.
Tristeza: Vinicius de Morais, falava da tristeza, da mulher, do perdão, do amor, e do viver; e dizia que
"Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá p'ra quem se deu
P'ra quem amou, p'ra quem chorou, p'ra quem sofreu";
recordo este poema de canção que conheço há mais de trinta anos, e transcrevo texto de A Recalcitrante .
Eu, tendo nascido de uma gravidez de risco há quase cinquenta anos, sobrevivido a uma doença grave aos 15 anos de idade, e tendo tido a possibilidade de recomeçar a a minha vida pessoal e profissional aos 43 anos; tendo sido criado numa família grande onde estavam incluídos os primos, conceito que na aldeia abrange várias gerações, e amigos, que na época em Caxias, englobava não só os da rua, como os do bairro mais os da escola, tive todas as condições para a alegria e a felicidade.
Na escola, na profissão e na vida tive, e tenho, provas de amizade que frequentemente me surpreendem e deixam emocionado.
Mas Alegria e Tristeza são a cara e coroa da mesma Moeda que é a Vida, e que importa viver com Tranquilidade ( para alguns Fé ) e Confiança.
Tudo isto a propósito da observação do meu querido Fausto que encontrava Tristeza nos meus escritos , comentando em particular os versinhos sob o título Visão, que por sua vez retomava o mote de Fernando Pessoa ( Tudo o que faço ou medito ) .
Alegria: Por coincidência a conversa que deu lugar aquela observação ocorreu no mesmo dia em que eu me tinha literalmente rebolado a rir com uns amigos com uma série de confusões sucessivas e de mal-entendidos resultante de trocas de termos e conceitos, entre diferentes pessoas, num diálogo. Assim tendo o Fausto desafiado-me a escrever sobre coisas que me tivessem dado alegria e eu arrisquei em alinhar umas palavras, num texto referenciado a esse caso, numa certa forma, caso que é o da dificuldade de comunicação, onde há má interpretação de termos e conceitos das várias partes envolvidas. Sem querer ofender ninguém, e onde os objectos citados existem mas têm significados vários e diversos (consoante as partes em diálogo). Nesse texto ( Cabo das Tormentas ) apenas uma palavra, "pacote" , tem um significado mais difícil de alcançar, pois trata-se da tradução de "package", palavra reservada em certas linguagens de programação de computadores.

Monday, December 11, 2006

Pontuação

Na escrita e na leitura tenho tido problemas com a pontuação.

Ela marca as pausas, o ritmo, a respiração. Mas também determina ou condiciona o sentido e a compreensão.

Por vezes a sua presença no texto, seja prosa ou poesia, tanto quanto a sua ausência, pode comandar o bater do meu coração de leitor.

Outras vezes não. Então ela levanta-se como um escolho ou uma barreira. Seja na escrita ou na leitura.

Desespero na escrita, quando não acerto com a pontuação e ela me altera o(s) sentido(s) do que quero dizer; o que constato quando leio e torno a ler o que escrevi.

Exaspero-me também na leitura, quando não consigo entrar no ritmo ou captar facilmente o sentido de um texto.

Há obras em que peguei repetidamente para as ler e desisti por este motivo, ficando a aguardar outro ânimo e outra oportunidade.

Alguns textos, algumas obras, e porventura alguns autores, seguem regras muito próprias de pontuação que de certa forma acabam por ficar a eles associadas.

Apesar do uso restrito da pontuação, é um poema, pleno de ritmo, sentido e vida, que António Lobo Antunes nos ofereceu sob a inspiração musical de Bolero que pode ler aqui, e o qual escolhi para ilustrar as maravilhas que autores como este conseguem fazer com a pontuação, ou a falta dela.

Thursday, November 23, 2006

Tudo nos livros

" Está tudo nos livros! É só procurar."

A afirmação é de um antigo colega . Engenheiro mecânico , com mais de 50 anos de idade, que na época exercia a sua profissão numa empresa metalúrgica na Amadora e, como eu, frequentava o curso de economia em horário pós-laboral numa universidade pública de Lisboa.

No intervalo das aulas, na roda de colegas e amigos, era um dos contadores de histórias habitual, que ouviamos sempre com interesse e boa disposição.

Contava então que, quando jovem, terminado que fora o curso de Engenharia em Lisboa, tinha ido trabalhar para Moçambique.

Nessa altura, dada a falta de experiência e a aparente ausência de preparação para a resolução dos problemas prácticos que no dia a dia tinha que enfrentar, recorria sistemáticamente aos livros, embora de início sem grande esperança de encontrar respostas satisfatórias.

Mas depois, e cada vez mais, constatou que eles continham as ferramentas teóricas necessárias para a sua reflexão sobre a resolução dos problemas, e quando não lhe davam a solução mostravam-lhe caminhos para chegar a alguma possivel.

Assim, e de forma progressiva ao longo da sua vida e da sua actividade profissional foi consolidando essa ideia de que está tudo nos livros.

Há mais de vinte anos que não tenho noticias deste antigo colega.
Entretanto continuo eu, também, a procurar tudo nos livros e a ter a satisfação de, por vezes, encontrar mais do que origináriamente procurava, para além do prazer da própria pesquisa, agora facilitada e potenciada pelos novos meios de que dispomos e entre eles a internet.

Wednesday, September 13, 2006

Aprender


Aprender até morrer, lá diz o ditado.

Cada passo que se dá é um desafio. Muitas vezes inconsciente. Desafio à gravidade. Desafio à sorte. Uma aventura.

Também escrever o é. Um desafio às regras gramaticais e ortográficas. Ao bom senso. À comunicação. A nós mesmos.

Escrever num blog é tudo isso e mais qualquer coisa.

Como tudo o que se faz na vida é mais uma oportunidade para aprender, errando e corrigindo os erros se formos capazes.

Oportunidade para melhorar alguma coisa, começando por nós.

Tuesday, September 12, 2006

Noite


Muito pouco escrevi. Será que consegui dizer alguma coisa? Todavia escrevi e tornei a escrever o que antes julgava que já estava bem e afinal pareceu-me que ainda não ficava bem assim ...

A mesma rua, dos prédios as silhuetas, algumas luzes acesas nas janelas, nos passeios os candeeiros projectam uma luz generosa sobre os carros que os invadem em estacionamento proibido.

Mais acima os táxis aguardam na praça os clientes que a esta hora já não aparecem, e o trânsito quase não existe.

O vento parece que parou, ou talvez não, já não vejo as árvores a mexer.

O bairro está sossegado.

Boa noite.

Início

Fim da tarde de 12 de Setembro de 2006.

No rectângulo que desenha a esquadria da janela da minha sala, a rua da Figueirinha, no bairro do mesmo nome, em Oeiras, traça uma diagonal e separa dois quarteirões.

De um lado predomina o branco e o azul, com tonalidades de claro ou escuro. Do outro o beige com azuis ou verdes nas varandas. Em ambos: os brancos dos estores, o reflexo dos vidros à face das paredes, e o brilho metálico dos perfis de alumínio das marquises.

O sol já se pôs e rapidamente a luz natural irá desaparecer. Corre algum vento e os ramos das cerca de doze árvores que avisto dizem adeus a mais um dia. O trânsito de peões e de viaturas já é reduzido.

Ao começar a escrever as primeiras linhas assumo um quadro de referência local, numa perspectiva pessoal, partindo do ponto onde me encontro. Deste lugar onde estou ou de outro para onde me projecto, viajando ou imaginando.

Conto com a companhia de eventuais leitores e agradeço os comentários que não sejam ofensivos para terceiros.